quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Notícia: cães são capazes de detectar câncer de próstata com o faro.

O fiel amigo do homem, o cão, segundo um estudo efetuado por investigadores do hospital Tenon em Paris, na França, poderá conseguir através do faro que é 100 mil vezes superior ao olfato humano, ajudar na identificação do câncer de próstata.

Os investigadores de Tenon observaram que os cães conseguiam detectar corretamente a presença do câncer de próstata em 63 das 66 amostras de urina.

O fato dos cães conseguirem detectar corretamente a presença de câncer de próstata sugere que o temor poderá eliminar compostos orgânicos voláteis existentes na urina. Desta forma poder-se-á produzir um teste à urina que detecte o tumor, substituindo as atuais análise ao sangue.

Existem também estudos anteriores ao do Hospital Tenon que mostraram que os cães poderão ser capazes de detectar o câncer de mama e de pulmão.

Notícia: pesquisadores associam câncer a antenas de telefonia celular.


Um estudo polêmico aponta que as torres de telefonia celular podem causar câncer. O problema é a radiação emitida que é invisível, mas dependendo da intensidade pode causar danos a saúde.

Depois de 10 anos de estudo, a pesquisadora Adilza Dode concluiu um estudo em Belo Horizonte que aponta que quem mora perto das antenas de celular corre mais risco de ter câncer. Ela selecionou quase 5 mil casos de morte pela doença na capital mineira  e constatou que 80% moravam perto destes equipamentos.  A maioria das pessoas que faleceram estavam dentro dos trezentos metros das antenas de telefonia celular.
 O limite máximo de radiação  recomendado pelos órgãos internacionais é de 60 volts por metro. Segundo a pesquisadora, a Suíça adotou  um padrão  100 vezes mais baixo do que o brasileiro. Segundo ela, a lei federal foi apenas para atender os anseios da indústria da tecnologia para funcionar o sistema, mas não esta protegendo em nada a saúde humana. As opiniões são divergentes. As empresas afirmam que a radiação emitida pelas antenas  é muito baixa e que não causa danos a saúde, entretanto a maioria dos pesquisadores afirma que não morariam perto destes equipamentos porque os estudos são muito recentes.

Mais curiosidades: cancêr de pele.


1.   A principal forma de se preveni-lo é evitar a exposição ao sol sem proteção, mesmo no inverno. Recomenda-se o uso de chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtro solar. Evite se expor ao sol das 10h às 16h.
2.   Nem todos os filtros solares oferecem proteção completa para os raios UV-B e UV-A, sem excluir totalmente os riscos da exposição ao sol. Vale dizer que o produto não deve ser usado com o objetivo de permitir o aumento do tempo sob o sol, nem estimular o bronzeamento. Reaplique o protetor a cada duas horas e o ideal é que o fator de proteção solar seja, no mínimo, 15.
3.   Os tipos de câncer de pele mais frequentes são carcinoma basocelular (responsável por 70% dos diagnósticos), carcinoma epidermóide (25%) e melanoma (4%).
4.   A doença é mais comum em pessoas acima de 40 anos, de pele clara ou com patologias cutâneas prévias. É relativamente rara em crianças e negros, com exceção daqueles que apresentam enfermidades de pele.
5.   As áreas do corpo que costumam ser atingidas são as que permanecem mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, tronco (colo), braços e mãos. No entanto, o tipo melanoma pode surgir em áreas cobertas, tais como dorso (costas) e pernas.
6.   Os sintomas são crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida; pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, se torna irregular nas bordas e cresce de tamanho; mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
7.   O índice de cura varia de acordo com o tipo de câncer, porém o mais importante é o diagnostico precoce. Procure um médico ao notar qualquer lesão suspeita.
8.   O tratamento principal consiste na remoção cirúrgica da lesão, sendo que o tópico ou a radioterapia pode ser realizado. A escolha do procedimento é feita pelo médico, que leva em consideração o tamanho, a topografia da lesão e o subtipo de câncer.

( Verdade ou Mito ) Algumas curiosidades sobre o câncer.


1.  Toda pessoa tem células cancerosas no organismo. Estas células cancerosas não aparecem nos testes normais antes de se terem multiplicado a alguns milhões. Quando os médicos dizem aos doentes que não há mais células cancerosas em seus corpos após o tratamento, isto significa apenas que os testes não são capazes de detectar as células cancerosas, porque eles não atingiram o tamanho detectável.

2.  As células cancerosas ocorrem frequentemente. Quando o sistema imunológico de uma pessoa é forte, as células cancerosas serão destruídas e impedidas de se multiplicarem para formar tumores.

3.  Quando uma pessoa tem câncer, isso indica que a pessoa tem múltiplas deficiências nutricionais. Isto poderia ser devido a fatores genéticos, ambientais, alimentares e ao estilo de vida.

4.  Para vencer as múltiplas deficiências nutricionais, mudar hábitos alimentares e incluir suplementos na dieta reforçará o sistema imunológico.

5.  A quimioterapia envolve o envenenamento das células cancerosas que crescem rapidamente e também destrói as células saudáveis da medula óssea, do trato gastrintestinal, etc, e podem causar danos em órgãos como fígado, rins, coração, pulmões, etc.

6.   A radiação, ao destruir as células cancerosas, também queima, fere e danifica as células saudáveis, os tecidos e os órgãos.

7.  O tratamento inicial com quimioterapia e radiação, freqüentemente reduz o tamanho do tumor. Contudo, o seu prolongado uso não resulta na destruição do tumor.

8.  Quando o corpo tem muita carga tóxica proveniente da radiação e da quimioterapia e o sistema imunológico está comprometido ou destruído, a pessoa pode sucumbir a vários tipos de infecções e complicações, e acaba morrendo não de câncer, mas de doenças oportunistas.

9.  A quimioterapia e a radiação podem transformar as células cancerosas e torná-las resistentes e difíceis de destruir.

10. A cirurgia, ao invés de retirar o tumor, também pode provocar a disseminação de células cancerosas para outras partes do corpo.

11. Uma maneira de combater o câncer é matar de fome as células cancerosas, não as alimentando com os alimentos que elas necessitam para se multiplicarem, mas a pessoa acabaria tendo outras doenças por causa da falta de nutrientes.

Cancêr: definição, origem e tratamentos.

 No dia-a-dia, nós sempre ouvimos falar sobre essa anomalia que é o câncer. Mas o que ele é exatamente?


 O câncer não é uma doença específica, e sim uma classe de doenças caracterizadas pelo crescimento descontrolado de células que antes eram normais, mas devido à uma série de mutações genéticas, se tornaram destrutivas, não mais respondendo aos comandos do corpo. 


É fundamentalmente uma doença genética. Quando o processo neoplásico (tumor) se instala, a célula-mãe transmite às células filhas a característica neoplásica, através da mitose. Isso quer dizer que no início de todo o processo está uma alteração no DNA de uma única célula.

Temos que ter em mente que uma só alteração no DNA não causa câncer. São necessárias várias mutações em seqüência, que ao mesmo tempo não sejam mortais para a célula, e causem lesões estruturais suficientes para causarem uma desregulação no mecanismo de crescimento e multiplicação.

Vários fatores podem causar ou contribuir diretamente para que essa mutações genéticas ocorram nas células. Os mais comuns são o aumento da expectativa de vida da população em geral, porque quanto mais tempo uma pessoa tem para expor seu material genético a um fator qualquer que possa alterá-lo, maior será a chance disso acontecer. As células têm um mecanismo de reparo do DNA. Mutações genéticas mínimas ocorrem muito freqüentemente, em todas as pessoas. Só que não desenvolvemos câncer rapidamente porque nossos mecanismos de reparo são em geral, eficientes. Só que quanto mais tempo se passar, maior será a chance de um "escape". Se vivêssemos até 200 anos, todos provavelmente teríamos algum tipo de câncer. Isso porque passou tempo suficiente para que se acumulassem mutações genéticas em nossas células.

Se o tempo é um fator importante para permitir ao organismo uma maior exposição a elementos potencialmente lesivos para o DNA celular, a exposição a uma maior quantidade desses elementos lesivos também exerce grande importância no desenvolvimento do câncer.

A esses elementos lesivos que acabam por contribuir com um aumento na probabilidade de ocorrência de lesões no DNA, e portanto, aumento da incidência de tumores, é dado o nome de agentes cancerígenos, ou carcinógenos.

O tabaco está entre os que mais contribuem, uma vez que há jovens e adultos que fumam e crianças que o fazem passivamente, pois ele causa e/ou contribui para o desenvolvimento de aproximadamente um terço de todos os cânceres, principalmente em pulmão, esôfago, bexiga, cabeça e pescoço. O câncer relacionado ao tabaco é, contudo, o mais “fácil” de se resolver, devido a sua óbvia, barata e 100 % eficaz prevenção, que é a abstenção.

Quando a prevenção do câncer não é possível, a detecção precoce é a melhor estratégia para reduzir a mortalidade. Campanhas de esclarecimento da população, e também de profissionais de saúde são feitas nesse sentido. Infelizmente, no Brasil são bastante falhas.

A radiação é um tipo de agente cancerígeno que age lesando diretamente o DNA da célula. A inflamação crônica de algum órgão, como o intestino, por exemplo, causa aumento da divisão celular, e aumenta a chance de alguma mutação. Dessa forma, gorduras animais, que causam um tipo de inflamação na mucosa intestinal, são carcinógenos "indiretos".

É por essa razão que se orienta uma dieta com fibras. Essa dieta aumenta o volume do bolo fecal, diminuindo o tempo de exposição de todas as substâncias à mucosa intestinal, além de diminuir a concentração da gordura animal na massa fecal total.

A ação de hormônios é semelhante. Eles aceleram a divisão celular de alguns tipos de células, facilitando a ocorrência de mutações.

O fumo desenvolve uma ação carcinogênica mista. Ele tanto é capaz de lesar o DNA das células do corpo inteiro, diretamente, quanto apenas das da mucosa, causando uma inflamação crônica nas mucosas da boca, garganta, brônquios e pulmões. É por isso que o fumo pode causar também câncer de bexiga e pâncreas, por exemplo, não ficando limitado às vias aéreas.

As neoplasias ditas hereditárias estão relacionadas com a perda de genes bloqueadores de tumor. Isso explica a quase totalidade das doenças neoplásicas que existem em crianças, geralmente produzidas por um aumento da predisposição ao desenvolvimento de tumores já ao nascimento.

Outras situações em que pode ocorrer lesão direta do DNA é quando ocorre invasão celular por vírus. Como exemplo mais evidente temos o vírus das hepatites B e C, que a longo prazo podem causar câncer hepático. Também há a associação do papilomavirus (HPV) com o câncer de colo de útero.

A oncologia (estudo do câncer), nos últimos anos, tornou-se uma complexa e interessante disciplina que conta com o auxílio de outras especialidades, como cirurgia, pediatria, patologia, radiologia, psiquiatria e outras, que faz do sucesso um mérito de todas essas especialidades trabalhando juntas. Há três passos principais no tratamento do câncer.

O primeiro passo trata de curar os pacientes, para devolvê-los à sociedade. Deve ser tentado em todos os tipos de câncer, mesmo naqueles em que a chance de cura é pequena. Necessita uma atitude de esperança e determinação para se derrotar dificuldades e perigos, e às vezes para se enfrentar insucessos.

Se mesmo assim a cura não é possível, o médico deve apontar o segundo passo, que seria uma longa e satisfatória suavização da doença, deixando o paciente bem consigo mesmo pelo maior tempo possível. Quando essa chance é ainda remota, o objetivo passa a ser controlar a doença e seus sintomas através de tratamentos.

O objetivo final visa o conforto do paciente, e não apenas o prolongamento de uma vida sofrida. O médico deve ajudar o paciente a manter a sua dignidade, entender sua fraqueza, e evitar sentimentos de frustração, animosidade ou até excessiva amizade, que podem acabar por prejudicá-lo. Ou seja, o paciente deve ter uma vida o mais tranqüila possível.

Os tratamentos utilizados para a tentativa de cura do câncer são os seguintes:

RADIOTERAPIA: é o mais utilizado para tumores localizados que não podem ser eliminados totalmente, ou para tumores que costumam desaparecer após a cirurgia. Tem sérios efeitos colaterais, principalmente por causa da lesão de tecidos normais próximos ao tumor. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo de tumor, e é medida em rads.

QUIMIOTERAPIA: foi o primeiro tratamento que afeta o corpo de forma total. Na maioria das vezes, consiste em uma associação de drogas, pouco eficazes se utilizadas sozinhas, pois nos tumores há sub-populações de células com sensibilidades diferentes às drogas anti-neoplásicas. Os mecanismos de ação das drogas são diferentes, mas sempre acabam lesando o DNA celular. A toxicidade contra células normais é a causa dos efeitos colaterais (náuseas, vômitos, inibição da atividade da medula óssea). Pode ser usada como tratamento principal (leucemias, linfomas, câncer de testículo), mas normalmente é auxiliar, após ser feito um tratamento cirúrgico ou radioterápico.

TERAPIA BIOLÓGICA: usa-se substancias que modificam a resposta biológica do corpo frente ao câncer, "ajudando-o" a combater a doença (linfoquinas, anticorpos monoclonais). Usa-se também drogas que melhoram a diferenciação das células tumorais, tornando-as de mais fácil controle. Este tipo de tratamento, em estudo, é o mais promissor para o futuro.

O sucesso da terapia contra o câncer depende da escolha da combinação de dois ou mais modalidades de tratamento, necessitando muito a cooperação entre diferentes especialidades.